Há muito que se falar de Antônio Sellitti Rangel, ou simplesmente, como toda a família chama, TONINHO.
Todos têm um depoimento a prestar sobre ele. Mas, neste início eu desejo, apenas, contar uma história dele comigo e que constará no meu livro Diário de um Transtornado, para dizer da GRANDEZA deste homem, que nos orgulha muito. Pois, ele me recebeu em seu sítio em Espraiado (Maricá) em um momento muito delicado e cedeu-me uma casa para morar, graciosamente.
Eu havia acabado de ser aposentado por invalidez e meus
vencimentos foram reduzidos em 70%. Isto tornou minha vida totalmente
insustentável onde eu morava.
Ao me acolher, Tio Toninho possibilitou que eu me
reorganizasse. Ele me salvou, literalmente, naquele momento em que eu estava
mais desesperado. Embora eu continuasse a ter crises sérias, não houve mais
necessidade de internações. Ligia controlava estes momentos muito bem.
Isto dá a dimensão da importância do apoio da família e da
presença de um profissional de confiança no processo de superação dos problemas
criados. Era um momento tão difícil que Tio Toninho teve o cuidado de consultar
minha médica se eu poderia ficar lá.
Como disse, em Espraiado tive algumas crises ainda, apesar
da tranquilidade do local que eu amava. A solidariedade e paciência de Tio
Toninho permitiu que aos poucos eu fosse me fortalecendo.
Permaneci por um tempo, com a ajuda dele, até refazer minhas
finanças, mais ou menos, e voltar para Niterói, mas, desta vez fui morar com a
minha mãe, Regina Martha Aarão Rangel.
No início foi difícil esta situação. Nós tivemos que, aos poucos, reaprender a
viver sob o mesmo teto. Ainda vivo com ela, até hoje.
Tio Toninho, que completou 90 anos em 2021 é uma espécie de
Patriarca da Família. Todos ficam impressionados com sua vitalidade e energia.
Sempre envolvido em vários projetos. Não para em momento algum. É, poderíamos
dizer um viciado em trabalho. Faz de tudo. Tem uma sede de aprender que o faz,
em pouco tempo, adquirir várias habilidades.
Apenas estar na presença dele nos faz bem.
Construiu, aos poucos, uma casa que é um verdadeiro hotel
para receber a família. Várias suítes, uma para cada irmão ou família.
É lá, normalmente, que nossa família se reúne quase todos os
anos. Eu disse a ele, recentemente, que queria passar o final de ano lá e se
estava tudo bem pra ele. Ele me respondeu:
- Já ouviu falar em "coração de mãe"? Minha casa é
parecida...
Eu sabia que nem precisava perguntar, pois, sei que a
qualquer momento que eu lá chegasse ele me receberia com este “coração de mãe”.
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