terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Tio Romário, a gata e os ratinhos



Romario Rangel - nosso Tio Romario -  foi o segundo filho dos meus avós Alcino e Rosa. Casou-se com Graziella Scardini Felisberto - que todos as chamavam de Gazinha. Foram, na prática, meus segundos pais. Quase todos os anos eu passava uma temporada na casa deles. Tiveram sete filhos: Caio Lúcio - o mais velho primo da terceira geração -, Terezinha Elisabeth (Teteize), Romário R, Filho (Romarinho, ou Umbaia), Augusto Sérgio (Guta), Cláudia Patrícia, Carla Valéria, e Andreia Elisa (Déia). Foi um personagem sui generis sobre o qual, um dia, falaremos mais. Tinha um apreço todo especial pelas as origens e histórias da família, e, ele mesmo, foi personagem de muitas. Tais como este episódio que seu filho Romário Rangel Filho lembrou. Relata o Romarinho:

Num determinado dia, um senhor já meio idoso, (papai), percebeu que a casa estava ficando empestada de camundongos. Daqueles pequeninos. Como sempre dormimos tarde, então sentávamos à mesa pra jogar conversa fora de vez em quando. Ele, o tal mencionado acima não podia mais fingir que não via. Como o senhor todo poderoso da casa então encomendou um tal de pega ratos, um papel super viscoso que grudava tudo e lá, o que ficava não soltava de jeito algum. Ele sempre muito sério, nem sei como angariava a simpatia das empregadas, na época, nem tão longe assim... sempre tivemos em casa duas pra dividir as tarefas. Esse acordo e divisão não sei explicar como se dava pois uma tinha umas funções e a outra... outras. Ao mesmo tempo ele pediu a uma delas que trouxesse um gato pra dar conta do recado. Acontece então que uma delas trouxe um gatinho ainda bem novinho. Branquinho de todo mas já com os olhos azuis. Era fêmea e foi denominada de BRANCA! Não tinha traquejo pois estava em fase de crescimento. Enquanto isso, os ratinhos já estavam grudando-se no tal visgo. Não morriam, apenas ficavam presos lá. Davam umas guinchadas, uns trinados sei lá que linguagem os ratos falam. Produzem um som perceptivelmente bem esquisitos. O senhor todo poderoso então começou a ficar com pena deles. Ao invés de matar, alimentava-os. Os filhos manifestavam-se e diziam é pra liquidar ou não? O poder então era dele e ele tinha pena.. mas isto já é outra história. Com o decorrer do tempo a Branca foi mudando de cor e endereço. Todos sabemos como os gatos são independentes... fazem o que querem e como querem e não tem hora. visitava o antigo dono mas, tomou como residência oficial ... à do genro. Moral da história... a Branca mudou completamente de cor... metida que só e cheia de manias... As fotos foram publicadas pra eu não ser considerado maluco total e contador de história de pescador... ser sincero, mentiroso! Assim é, nada é permanente, tudo se transforma sem ter escolha... acontece. Vejam e criam. Carla Rangel Simon e Franz Simon. Fazer o quê? Gatos são assim, super independentes. Branca então foi mudando de cor e ia na casa do senhor somente quando dava na telha. Resolveu mesmo residir fixamente na casa do genro.

Tio Romario e Tia Gazinha

2 comentários:

  1. Que lindo irmão, fragmento de uma foto de meu casamento. Amei sua postagem... Vou me dedicar mais!!! Beijão!

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    1. Quem é esse Aiab Coutinho... seu codinome? É pra guardar segredo? Já era!

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